O presidente americano Donald Trump intensificou a pressão sobre Cuba, afirmando que a ilha é a próxima após elogiar ações militares recentes na Venezuela e no Irã. A declaração foi feita durante um fórum de investimentos em Miami na última sexta-feira, 27 de março de 2026.
Sem receber os carregamentos de petróleo que importava da Venezuela, interrompidos por medidas do governo americano, Cuba atravessa um momento de vulnerabilidade. Nos últimos meses, o país enfrentou uma série de apagões, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica e afetando serviços como hospitais e escolas.
Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo’. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima, disse Trump no evento. A declaração, sem detalhes sobre ações específicas, reforça a escalada retórica do presidente.
Após medidas contra a Venezuela e o Irã, Trump sinaliza que pode voltar sua atenção para Cuba. O cenário no Irã, citado pelo próprio presidente, segue marcado por uma dinâmica de conflito indireto e prolongado, com episódios de tensão e sem perspectiva clara de desfecho no curto prazo.
Nos bastidores, o governo americano combina pressão econômica e movimentos diplomáticos na tentativa de forçar concessões do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. O líder cubano, por sua vez, rejeita negociar sob coerção e busca alternativas para evitar uma possível ação militar dos Estados Unidos.
A estratégia americana na região tem sido de pressão contínua. A interrupção do envio de petróleo venezuelano para Cuba é uma das medidas que afetaram diretamente a economia da ilha, ampliando a crise energética. A situação em Cuba permanece instável, com a população sofrendo os efeitos dos apagões frequentes.
A retórica de Trump reflete uma postura de confronto que marca sua gestão. As ameaças públicas a países como Venezuela, Irã e agora Cuba seguem um padrão de tentativa de forçar mudanças políticas por meio de pressão externa. A resposta cubana até o momento tem sido de resistência às demandas americanas.
