Durante a segunda reunião de aproximação entre a Prefeitura de Campo Grande e os vereadores, a prefeita Adriane Lopes (PP) justificou a escolha de André Brandão para a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Ela afirmou que ele tem perfil mais técnico para o cargo. O encontro ocorreu na manhã desta segunda-feira (1º), na Câmara Municipal, a portas fechadas.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), a indicação pode ser temporária. A reunião durou cerca de três horas. Um dos principais temas foi a situação dos serviços de tapa-buraco na cidade e as demandas da saúde.
André Brandão deixou a Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc) e assumiu a Sisep na sexta-feira (29). O cargo estava vago havia quase dois meses, desde a saída de Marcelo Miglioli. A mudança ocorre após a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada em 12 de maio, que prendeu servidores da Sisep, o ex-secretário Rudi Fiorese e empresários.
Papy afirmou que a prefeita demonstrou preocupação com as obras de pavimentação. Ela apresentou Brandão como um nome técnico para conduzir a área neste momento de crise. No entanto, a nomeação pode ser uma solução emergencial para atender demandas administrativas até o fim deste mês.
“Ela deu a entender que não é uma nomeação consolidada, que é um cargo meio temporário. Ele precisa estar lá para coordenar as licitações porque ela tem um prazo para resolver. Parte do dinheiro federal tem que ser usada até o final de junho. Se você não licita, não pode usar por causa do período eleitoral”, disse Papy.
O vereador também relatou que Adriane informou estar buscando um novo modelo de contratação para a Sisep. A prefeita afirmou que procurou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para discutir a situação de uma das empresas investigadas que ainda mantém contrato com o município. Ela explicou que a Construtora Rial não possui condenação judicial, mas a administração aguarda posicionamento do MPMS e da Controladoria-Geral do Município.
Papy disse que a prefeita mencionou a possibilidade de uma contratação emergencial para intensificar os serviços de tapa-buraco. Atualmente, apenas duas empresas atuam para o município, sendo que uma delas é alvo da investigação. “O quadro reduziu bastante e estava em um ritmo bom, porque o Marcelo deixou em um ritmo bom. Estavam fechando entre 1,5 mil e 2 mil buracos por dia”, comentou.
Ao fim da reunião, Adriane Lopes afirmou que o encontro teve como objetivo ouvir reivindicações dos vereadores e apresentar respostas a solicitações já encaminhadas, principalmente na área da saúde e nos mutirões de cirurgias. “A discussão passou pela saúde, secretaria de Obras e de Mobilidade Urbana de Campo Grande, as três pastas mais discutidas. Mas foram abordados assuntos em todas as áreas”, disse.
