15/06/2026
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Falta de mão de obra freia expansão de R$ 73 mi do IFMS

Falta de mão de obra freia expansão de R$ 73 mi do IFMS

O plano de expansão do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que prevê investimentos de R$ 73 milhões do Novo PAC, enfrenta lentidão devido à falta de mão de obra qualificada na construção civil. A escassez de trabalhadores, agravada pela concorrência com grandes projetos industriais, como os das regiões produtoras de celulose, tem atrasado o cronograma das obras.

Duas unidades anunciadas em 2024 ainda não saíram do papel. Uma em Amambai, voltada aos povos originários, tem investimento de R$ 28 milhões. Outra em Paranaíba, com R$ 15 milhões previstos. Os recursos estão garantidos no Orçamento da União. Mais recentemente, uma terceira unidade foi anunciada para o bairro Anhanduizinho, em Campo Grande, com previsão de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. Com essas obras, a rede do IFMS passará de 10 para 13 unidades próprias no Estado.

O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, afirmou que o andamento dos projetos está mantido, mesmo com as restrições orçamentárias. No balanço do Novo PAC em Mato Grosso do Sul, o eixo Educação conta com 202 iniciativas, incluindo os novos campi do IFMS e obras na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), como a construção da Clínica de Hemodiálise do HU-UFGD.

A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, explicou que a tramitação é criteriosa para garantir segurança jurídica e evitar problemas futuros. Ela disse que o processo de licitação do campus de Paranaíba já foi iniciado. A unidade terá capacidade para 1.400 estudantes e será construída a 1 km do local provisório onde funciona atualmente. A ordem de serviço deve ser assinada nas próximas duas semanas. A unidade de Amambai ainda está em pré-licitação, com edital previsto para julho. As obras devem ser entregues em até 36 meses.

Em Amambai, a unidade não oferecerá cursos exclusivos para indígenas, para evitar segregação. Serão ofertados cursos na área de recursos naturais, gestão e negócios e informática, com capacidade para 900 alunos. Até a entrega do campus, o IFMS funcionará em espaço cedido pela UEMS. A partir de 2027, as aulas serão transferidas para uma escola municipal.

Nova unidade em Campo Grande

A proposta da unidade do Anhanduizinho foi apresentada pela bancada federal ao MEC. O campus será construído em um terreno de 35.831 m² na Avenida Gury Marques, área com vulnerabilidade social. O imóvel foi cedido pela prefeitura, avaliado em R$ 5,562 milhões. A unidade terá capacidade para 1.400 matrículas em cursos técnicos, formação inicial e continuada e graduações tecnológicas. O IFMS espera lançar o edital de licitação até o fim do ano. Um Centro de Referência já atende 212 alunos na região.

Balanço do Novo PAC

No balanço do Novo PAC desde 2023, foram entregues 28.698 unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida. Outras 4,8 mil moradias estão em construção. Foram aplicados R$ 10,3 bilhões no Estado, 60% dos R$ 17,2 bilhões previstos. Na saúde, o programa inclui a renovação de 23 ambulâncias do Samu, seis unidades odontológicas móveis e a retomada de obras em 47 Unidades Básicas de Saúde. Estão em andamento duas maternidades, cinco Centros de Atenção Psicossocial e duas policlínicas. Na área energética, cinco empreendimentos foram concluídos, como a usina termelétrica Suzano RRP1 e a UTE Inpasa. Também foram entregues sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios. A Petrobras prevê a retomada da fábrica de fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas, com R$ 1,38 bilhão.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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