10/07/2026
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Gaeco e Sejusp se calam sobre prisão de Neno Razuk

Gaeco e Sejusp se calam sobre prisão de Neno Razuk

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a Segurança Pública não se manifestaram sobre a decretação da prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk.

Desde o dia 8, o Campo Grande News questiona quem vai cumprir a ordem de prisão e se o ex-deputado já é considerado foragido. A reportagem enviou os questionamentos para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), ao qual o Gaeco é vinculado, à Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), Polícia Civil e Polícia Militar. A resposta foi o silêncio.

A defesa informou nesta quinta-feira (dia 9) que chegou a ir pessoalmente ao Gaeco, mas ainda não há informações sobre o pedido e a decretação da prisão. “A defesa ainda não teve acesso nem ao pedido, nem ao decreto prisional nos autos do processo. A gente continua aguardando para definir quais medidas serão tomadas ou para fazer qualquer declaração a respeito”, disse o advogado Roberto Razuk Neto.

Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade.

Em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual, como o foro por prerrogativa de função.

Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, realizada em 25 de novembro de 2025. A ação prendeu Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. O primeiro é o pai de Neno, enquanto os outros dois são irmãos. Segundo o MPMS, o trio forma o núcleo duro da organização.

A Successione investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar. Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, armas de fogo, munições e mais de R$ 270 mil em dinheiro. Documentos financeiros indicam a aquisição de bens móveis e imóveis em nome de terceiros como estratégia para ocultar a origem dos recursos.

A primeira fase da operação foi deflagrada pelo Gaeco em 5 de dezembro de 2023, após disputa pelo jogo do bicho em Campo Grande. O ex-deputado estadual sempre negou envolvimento com o crime.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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