04/07/2026
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Governo altera regras para evitar embargo europeu à carne brasileira

Governo altera regras para evitar embargo europeu à carne brasileira

O Ministério da Agricultura alterou, nesta semana, as regras de controle para a exportação de carnes e derivados destinados à União Europeia. A medida busca atender às exigências do bloco sobre o uso de antimicrobianos em animais e evitar a suspensão dos embarques brasileiros, prevista para começar em 3 de setembro.

A nova regra vale para os estabelecimentos habilitados a vender produtos ao mercado europeu. As empresas terão que adotar controles auditáveis para comprovar que cumprem as normas da União Europeia relacionadas aos antimicrobianos.

De acordo com um ofício circular do ministério, os controles devem garantir, no mínimo, a rastreabilidade das matérias-primas, dos animais e dos produtos recebidos. Os estabelecimentos também precisarão manter documentos que comprovem a origem e a regularidade dos insumos usados na produção dos lotes destinados à exportação.

O governo também anunciou adequações para as vendas de carnes e derivados ao Reino Unido. As mudanças seguem a mesma linha de restrição ao uso de antimicrobianos.

O Brasil tenta apresentar garantias ao mercado europeu desde maio, quando autoridades da União Europeia divulgaram uma lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco. O Brasil ficou fora dessa relação.

A ausência na lista está ligada às normas europeias que proíbem o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar a produção dos animais. Caso não cumpra as exigências, o país ficará impedido de exportar ao bloco animais vivos para produção de alimentos e produtos derivados.

A restrição pode atingir carnes bovinas, equinas e de aves, além de ovos, produtos aquícolas, mel e tripas. O bloqueio passaria a valer em 3 de setembro.

A União Europeia representa um mercado relevante para a carne brasileira, especialmente para produtos de maior valor agregado. Em 2025, as exportações brasileiras de frango ao bloco somaram cerca de US$ 800 milhões, o equivalente a R$ 4,15 bilhões. No caso da carne bovina, as vendas superaram US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,19 bilhões.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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