Quatro pessoas, entre elas dois adolescentes, foram detidas nesta segunda-feira (13) suspeitas de envolvimento no ataque a tiros que matou um adolescente de 17 anos e deixou outros dois feridos durante festa em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Civil também apreendeu duas armas e a motocicleta usada no crime.
Entre os detidos está Wendelberg da Silva Pereira, de 21 anos, apontado como autor dos disparos. Natural de Rondonópolis (MT), ele teria ido ao local na garupa de uma motocicleta pilotada por um adolescente de 16 anos, morador no bairro Canaã I.
A investigação aponta que uma adolescente de 17 anos, moradora no Canaã II, participou da festa e indicou aos suspeitos o momento em que o alvo estava no local. Ela teria avisado a dupla para que fosse até a confraternização.
Larissa Estela Gonçalves, de 24 anos, também foi detida. Segundo informações apuradas pela reportagem, ela alugou uma casa na Rua Ciro Melo, no Jardim Guarujá, e teria dado suporte aos envolvidos após o atentado.
A suspeita da polícia é de que o crime tenha relação com a disputa entre facções criminosas. Wendelberg seria ligado ao Comando Vermelho, enquanto o adolescente morto era apontado como simpatizante do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Durante as diligências, policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) apreenderam uma pistola calibre .40, um revólver calibre .38, roupas usadas pelos suspeitos e uma motocicleta Honda Titan vermelha apontada como o veículo utilizado no atentado.
Três suspeitos foram encontrados em uma casa e o adolescente de 16 anos foi apreendido na própria residência. O grupo é investigado pelo homicídio consumado, pelas duas tentativas de homicídio e pela associação entre os envolvidos para a prática do crime.
O ataque ocorreu na madrugada de domingo (12), durante uma festa em uma área de lazer. Dois homens chegaram de motocicleta e fizeram vários disparos. O adolescente foi atingido na cabeça e morreu no local. Outros dois homens, de 29 e 21 anos, foram baleados e levados ao Hospital da Vida. Conforme a investigação, eles não eram os alvos do ataque.
