O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), apareceu na noite de terça-feira na casa noturna Valley, localizada na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O motivo foi a comemoração do aniversário de Gilmar Ribeiro, presidente do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Cargas de MS).
No palco, ao lado dos ex-secretários Jaime Verruck e Marcelo Miranda, Riedel afirmou que antes de sair de casa fez uma ligação para dar satisfações à primeira-dama, Mônica Riedel. “Sai de casa cedinho, ai liguei e falei assim: vou atrasar um pouquinho amor… vou na Valley”, disse o governador, gerando risadas no público.
Para justificar a presença, Riedel completou que passaria no evento porque “o Mazinho está fazendo 50 anos” e não poderia deixar de dar um abraço no aniversariante, a quem chamou de “um cara muito parceiro”. Também estiveram no encontro o vereador Riverton Souza e o diretor-superintendente do Sebrae, Cláudio Mendonça.
Nome na ponte
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto do deputado Geraldo Resende (União-MS) que dá o nome de Heitor Miranda dos Santos ao trecho brasileiro da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
A obra está na reta final, com menos de 21 metros para unir os dois lados da estrutura. Heitor Miranda, ex-prefeito de Porto Murtinho, defendia desde os anos 1980 a Rota Bioceânica, corredor que promete ligar o Atlântico ao Pacífico passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Contra a Força Nacional
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto do deputado Marcos Pollon (PL-MS) que susta o decreto de 2004 responsável pela criação da Força Nacional de Segurança Pública. O texto ainda precisa avançar na Câmara e no Senado para ter efeito.
Pollon argumenta que o decreto invadiu a competência do Congresso e gerou gastos que, segundo ele, poderiam ser usados nas polícias estaduais. O projeto também sustenta que a criação da Força Nacional feriu a autonomia dos estados na área da segurança pública.
Projeto pessoal
Depois de quase dois anos, o consultor de futebol e conselheiro do Vasco da Gama, Julio Brant, deixou o cargo em comissão de assessor especial, com salário de R$ 30 mil, no governo do Estado. A exoneração a pedido foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (27). Brant deixa a Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica) para tocar um novo projeto em Mato Grosso do Sul.
Direita X Esquerda
A pesquisa Novo Ibrape mostra que Mato Grosso do Sul chega ao ciclo eleitoral de 2026 com predominância da direita, mas não com um eleitorado totalmente fechado em campos ideológicos. A direita soma 40,3% quando agrupadas as respostas de bolsonaristas e direita não bolsonarista, enquanto a esquerda reúne 18,4%, entre lulistas e esquerda não lulista. O dado mais chamativo é que 35,2% se declaram indiferentes, o maior grupo isolado da pesquisa. Mesmo assim, os que não são de um nem de outro ainda somam menos que no Brasil, onde a taxa é de 43%.
O peso dos indiferentes impede uma leitura automática da eleição. Mesmo em um Estado onde a direita aparece à frente, mais de um terço dos eleitores não se identifica nem com direita nem com esquerda. Esse grupo pode ser decisivo, principalmente nas disputas estaduais, em que avaliação administrativa, alianças locais, lembrança dos nomes e força de campanha podem pesar mais do que a polarização nacional.
