A temporada de incêndios em vegetação já começou em Campo Grande. No fim da tarde desta quinta-feira (7), um incêndio em uma área de mata localizada em frente a um supermercado atacadista mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros no Bairro Tiradentes.
O fogo atingiu um terreno particular na Rua Marques de Lavradio, entre as ruas Coronel Salustiano Lima e Marques de Pombal, em uma das regiões mais movimentadas da Capital, justamente durante o horário de pico no trânsito.
Motorista de aplicativo, Edson Pereira, de 46 anos, contou que percebeu o início das chamas ainda no fim da tarde, quando passava pelo local. Segundo ele, o fogo começou baixo, mas se espalhou rapidamente por causa da vegetação seca. “Quando passei novamente pelo local umas 18h40 já estava bem espalhada, mas os bombeiros estavam controlando e graças a Deus não alastrou para casa. O problema é essa fumaça com o tempo seco”, afirmou.
A fumaça chamou atenção de motoristas e moradores da região e pôde ser vista de vários pontos do bairro. Apesar do susto, o incêndio foi controlado antes de atingir imóveis próximos.
O episódio ocorre em meio ao retorno do tempo seco em Mato Grosso do Sul. Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) apontam que quatro municípios do Estado registraram índices de umidade relativa do ar abaixo de 30%, situação considerada de alerta para a saúde.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), índices entre 21% e 30% representam estado de atenção, com aumento do risco de problemas respiratórios, ressecamento da pele e irritação nos olhos. Entre as recomendações estão a ingestão frequente de água, uso de vaporizadores ou toalhas molhadas para umidificar ambientes e evitar exposição prolongada à fumaça.
Mais cedo, outro incêndio em área de vegetação foi registrado na Capital. O fogo atingiu uma área verde próxima à Rua Pocrane, no Bairro Vila Nasser, e deixou um condomínio coberto por fumaça. Na ocasião, moradores relataram ardência nos olhos, presença de fuligem dentro do residencial e medo de que as chamas atingissem as casas. A moradora Izabela Rufino, de 29 anos, contou que a fumaça estava tão intensa que dificultava até a visibilidade na entrada do condomínio. Ela também afirmou que incêndios na região são frequentes e relembrou um episódio anterior em que vizinhos precisaram ajudar a conter as chamas para evitar que o fogo atingisse imóveis próximos.
Com o avanço do período de estiagem e a baixa umidade do ar, ocorrências de incêndios em terrenos baldios e áreas de vegetação tendem a se tornar mais frequentes em Campo Grande nas próximas semanas.
