Uma agrônoma de 38 anos afirmou que se sentiu invadida ao ser apalpada por um ciclista durante um treino na Rua Onofre Pereira de Matos, na região central de Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. O caso ocorreu por volta das 6h de terça-feira (28) e foi registrado por câmeras de segurança.
De acordo com a vítima, o suspeito se aproximou sem dizer nada e passou as mãos em suas nádegas. “Ele apenas subiu na bicicleta e foi embora como se nada tivesse acontecido”, relatou ela ao Campo Grande News.
A agrônoma disse que se sentiu invadida no momento do ataque, mas ficou ainda mais indignada ao saber que casos semelhantes já ocorreram com outras mulheres na cidade. “Eu me senti desrespeitada. E após saber o quanto outras mulheres já passaram por isso, fiquei horrorizada. As mulheres precisam denunciar todo e qualquer tipo de abuso, seja durante o treino ou no passeio no parque, em qualquer lugar. Nosso corpo não é um poste para que alguém toque”, desabafou.
Ela também mencionou o caso de uma amiga que sofreu perseguição na Avenida Guaicurus enquanto treinava corrida. “Ela registrou o boletim de ocorrência, mas infelizmente não deu em nada. Como que a Justiça libera um cara desses? Ele vai fazer coisa pior, como já aconteceu em outras situações”, afirmou.
Após o ocorrido, a vítima procurou a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Dourados, onde registrou o boletim de ocorrência.
Era para ser só um treino
Uma câmera de segurança flagrou o momento do crime. No vídeo, é possível ver o ciclista virando na Rua Onofre Pereira de Matos. Ele desce da bicicleta, sobe na calçada e segue em direção à vítima, que corria com outras duas mulheres. No instante em que se cruzam, ele passa as mãos nas nádegas dela e continua o trajeto.
O vídeo foi publicado pela vítima nas redes sociais. Na legenda, ela escreveu: “Era para ser só mais um treino. Mas alguém fez outra escolha. Ele mudou de direção. Veio direto até mim. Me importunar. Eu só estava correndo. Até quando isso vai continuar acontecendo em Dourados?”.
A vítima chegou a gritar por socorro e tentou interceptar o agressor junto com as amigas, mas ele não foi localizado.
