Sete meses após a aprovação do PEF (Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal) pelo Tesouro Nacional, a Prefeitura de Campo Grande fechou um contrato de parcelamento de R$ 9,4 milhões em dívidas com o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). De acordo com o Portal da Transparência do município, são dois parcelamentos com vigência até abril de 2031.
O primeiro acordo é de R$ 5,5 milhões e o outro de R$ 3,9 milhões, ambos a serem pagos em 60 vezes. O refinanciamento foi aprovado pela PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), que monitora as inadimplências de entes públicos e privados junto à União.
O risco de não regularizar a dívida é a perda de repasses federais, principalmente o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que representa a maior fatia dessas transferências. Somente neste ano, a Capital já recebeu R$ 102,7 milhões do fundo, valor 20 vezes superior ao arrecadado com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
Segundo a União, apesar de o município estar endividado e com incapacidade de pagamento a curto prazo, ele apresenta boa liquidez por cumprir as metas do PEF, e a capacidade de honrar compromissos financeiros a longo prazo é considerada positiva.
Em 2025, logo após a aprovação do plano, o Governo Federal liberou R$ 156 milhões em empréstimos com garantia da União para Campo Grande. O montante está sendo aplicado em obras de infraestrutura iniciadas em maio, com contratos que somam mais de R$ 37 milhões para pavimentação e drenagem.
A Prefeitura de Campo Grande informou que incluiu no PEF um passivo total de R$ 54.883.275,45, valor a ser negociado por meio de leilões de pagamento com prazos até 2027. Entre os débitos listados estão cerca de R$ 4 milhões com a Águas Guariroba, R$ 1,45 milhão com a Enersul, R$ 5,6 milhões com a Solurb e até R$ 6,6 mil referentes a serviços de chaveiro.
Em novembro do ano passado, quando o PEF foi aprovado, a dívida consolidada do município no segundo quadrimestre de 2025 era de R$ 845.122.995,99. Desse total, 61,8% correspondem a empréstimos e financiamentos internos, 35,1% a empréstimos e financiamentos externos e 3,1% a outras dívidas, como contribuições previdenciárias, sociais e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
