27/06/2026
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Celinho chega ao Fim do Mundo sem deixar a família para trás

Celinho chega ao Fim do Mundo sem deixar a família para trás

O empresário sul-mato-grossense José Márcio, o Celinho, chegou a Ushuaia, na Argentina, no sexto dia de sua viagem de volta ao mundo de motocicleta. A cidade é conhecida como o “fim do mundo”.

Foram quase 950 quilômetros percorridos com gelo sobre o asfalto e temperaturas de até sete graus negativos. Celinho afirma que em nenhum momento pensou em desistir.

Antes de ser viajante, ele diz que continua sendo pai, marido, avô, filho, empresário e amigo. Mesmo longe de Campo Grande, ele acompanha os negócios e fala diariamente com a família.

“Eu não viro a vida para viajar. Eu associo o meu prazer à família, aos negócios e às responsabilidades que construí ao longo da vida”, afirma.

A viagem começou sem grandes preparativos. Celinho saiu de casa levando apenas cinco camisetas e uma calça. “O resto a gente resolve pelo caminho”, diz.

A despedida da família foi emocionante. A esposa, as filhas, os pais, os irmãos e a neta demonstraram preocupação. Antes da partida, ele recebeu a visita de Francisco, gerente da empresa, que considera um amigo. “Tem gente que trabalha com você e acaba virando família”, afirma.

Em Dourados, amigos ofereceram um café da manhã e um terço que hoje está preso ao guidão da motocicleta. “Pequenos gestos que ajudam a explicar que ninguém realiza grandes jornadas completamente sozinho”, diz o texto.

Desafios na estrada

Nos últimos quilômetros antes de Ushuaia, Celinho enfrentou um dos trechos mais difíceis. Em vários momentos, a motocicleta balançava por causa do gelo. O frio castigava as mãos e dificultava parar para fotografar.

“Em nenhum momento pensei em desistir ou voltar. Foi difícil, mas sempre dentro do que eu estava preparado para enfrentar”, afirma.

Celinho decidiu não levar câmeras para registrar a viagem. “Eu gosto de guardar as coisas aqui dentro”, diz. Ele afirma estar mais tranquilo agora do que quando deixou Campo Grande.

Apoio de amigos

Recentemente, recebeu uma ligação coletiva de amigos de infância. Durante a conversa, ouviu a frase: “Se acontecer qualquer coisa, nós pegamos um avião e vamos te buscar”. Ele diz que acredita cem por cento nisso.

A viagem está planejada em etapas. A ideia é conciliar a paixão pelas viagens com os compromissos da vida real. Celinho diz que, se necessário, interromperá qualquer roteiro para voltar para casa.

“A maior aventura não é atravessar continentes. É ter construído uma vida para a qual sempre vale a pena retornar”, afirma.

Os interessados em acompanhar a expedição podem seguir o perfil oficial da jornada, @celinhovoltaaomundo, onde serão publicados relatos, imagens e vídeos. O conteúdo é produzido pelas plataformas da José Marques Filmes e do Festas e Eventos TV.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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