20/07/2026
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Pane dupla em ônibus deixa passageiros sem água e comida na BR-163

Pane dupla em ônibus deixa passageiros sem água e comida na BR-163

Passageiros de um ônibus da empresa Serra Azul, do Grupo Eucatur, ficaram parados durante a madrugada deste domingo (19) às margens da BR-163, a cerca de seis quilômetros do distrito de Anhanduí, em Campo Grande. O veículo apresentou defeitos duas vezes durante a viagem, e o grupo ficou sem água, comida e informações sobre a sequência do trajeto.

O relato foi enviado ao Campo Grande News pela autônoma Andreia Palma, de 40 anos, por meio do canal Direto das Ruas. Ela viaja com o filho de 8 anos, que é autista, e afirma que entre os passageiros também há uma gestante, idosos e outras crianças.

O ônibus saiu de Sinop (MT) às 19h30 de sexta-feira (17), com destino a Maringá (PR). De acordo com Andreia, os primeiros problemas começaram por volta das 14h de sábado (18), quando o ar-condicionado parou de funcionar na região de Coxim. O calor dentro do veículo ficou insuportável e uma gestante passou mal, com alteração na pressão arterial.

Depois da pane, outro ônibus foi enviado para buscar os passageiros, que precisaram transferir as bagagens e continuar a viagem. No entanto, já na região de Campo Grande, o segundo ônibus também apresentou defeito. O grupo parou novamente e foi informado de que outro veículo seria enviado para uma nova transferência.

Por volta das 2h deste domingo, os passageiros estavam parados em um ponto de apoio da concessionária Motiva, responsável pelo trecho da BR-163. O local fica a cerca de seis quilômetros de Anhanduí. “A gente está no meio do nada. Tem criança autista, gestante e pessoas de idade. Estamos a madrugada inteira dentro do ônibus, sem nenhum tipo de assistência”, relatou Andreia.

A passageira afirma que o ponto de apoio possui apenas banheiros químicos, que estavam sem condições de uso. O grupo utilizava somente o banheiro do ônibus. Andreia também reclama que não foram fornecidos água ou alimentos durante a espera. Segundo ela, o motorista permanecia em contato pelo telefone, mas não apresentava uma previsão concreta para a chegada do ônibus substituto.

“O motorista não dá resposta para a gente. Só fica no telefone. Tem criança com fome, gestante, todo mundo passando estresse e nervoso, sem nenhum amparo”, afirmou. Além do desgaste, Andreia diz que perdeu uma conexão em Maringá. De lá, ela seguiria para Florianópolis (SC), mas não conseguiu embarcar por causa do atraso acumulado desde a primeira pane. “É um transtorno em cima do outro. Já perdi minha conexão por causa da empresa”, lamentou.

Até o último contato com a reportagem, os passageiros aguardavam a chegada de outro veículo para continuar a viagem. A reportagem entrou em contato com a Eucatur e foi encaminhada para uma atendente da Serra Azul. Por telefone, ela informou que as questões relacionadas ao conserto dos veículos e às trocas de ônibus ficam sob responsabilidade dos motoristas. O espaço permanece aberto para outros esclarecimentos da empresa.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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