Quase um terço das lavouras de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul apresentou perda de qualidade na terceira semana de junho. É o que mostra o boletim semanal divulgado pela Aprosoja/MS e pelo Sistema Famasul.
De acordo com o levantamento, 29,2% das áreas cultivadas têm algum nível de comprometimento. Desse total, 18,3% foram classificadas como regulares e 10,9% como ruins. As lavouras em boas condições somam 70,8%.
A classificação leva em conta o potencial produtivo. As lavouras consideradas ruins apresentam problemas como alta incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, falhas no estande, desfolhamento, enrolamento das folhas e amarelamento precoce. Esses fatores reduzem a produtividade. As áreas regulares têm parte desses problemas em menor intensidade. Já as boas mantêm plantas saudáveis e maior potencial de produção.
Entre as oito regiões monitoradas, a Centro tem a situação mais crítica. Apenas 57,9% das lavouras estão em boas condições. As áreas regulares somam 18,2% e as ruins, 23,8% – o maior percentual do Estado. A região Sul-Fronteira aparece em segundo lugar, com 17,7% das áreas em condição ruim. No sentido oposto, a região Norte lidera em qualidade, com 92,1% das lavouras boas, seguida pelo Nordeste, com 82,9%.
Os dados por município reforçam o cenário da região Centro. Em Rio Brilhante, metade das lavouras está em boas condições. Outros 25% são regulares e 25% são ruins. Em Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul, um quarto das lavouras recebeu a pior classificação. Campo Grande tem 20% das áreas em condição ruim, assim como Dois Irmãos do Buriti.
Na região Sul, 31% das lavouras foram classificadas como regulares, o maior percentual do Estado nessa categoria. Ainda assim, 64,1% das áreas estão boas e apenas 4,9% são ruins. Na região Oeste, 79,4% das lavouras são boas, 12,9% regulares e 7,7% ruins. No Sudoeste, 73,6% estão em boas condições, 16,4% regulares e 10% ruins.
Apesar do avanço das áreas comprometidas, a estimativa para a segunda safra se mantém em 2,206 milhões de hectares cultivados. A produtividade média prevista é de 84,2 sacas por hectare. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas. Segundo o boletim, o milho ocupa cerca de 46% da área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso do Sul. Esse percentual é inferior aos aproximadamente 75% registrados em anos anteriores.
O relatório também alerta que praticamente todas as regiões monitoradas permanecem sob risco de estiagem e geadas durante a fase final do ciclo da cultura.
