29/06/2026
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Quase um terço do milho de MS perde qualidade

Quase um terço do milho de MS perde qualidade

Quase um terço das lavouras de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul apresentou perda de qualidade na terceira semana de junho. É o que mostra o boletim semanal divulgado pela Aprosoja/MS e pelo Sistema Famasul.

De acordo com o levantamento, 29,2% das áreas cultivadas têm algum nível de comprometimento. Desse total, 18,3% foram classificadas como regulares e 10,9% como ruins. As lavouras em boas condições somam 70,8%.

A classificação leva em conta o potencial produtivo. As lavouras consideradas ruins apresentam problemas como alta incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, falhas no estande, desfolhamento, enrolamento das folhas e amarelamento precoce. Esses fatores reduzem a produtividade. As áreas regulares têm parte desses problemas em menor intensidade. Já as boas mantêm plantas saudáveis e maior potencial de produção.

Entre as oito regiões monitoradas, a Centro tem a situação mais crítica. Apenas 57,9% das lavouras estão em boas condições. As áreas regulares somam 18,2% e as ruins, 23,8% – o maior percentual do Estado. A região Sul-Fronteira aparece em segundo lugar, com 17,7% das áreas em condição ruim. No sentido oposto, a região Norte lidera em qualidade, com 92,1% das lavouras boas, seguida pelo Nordeste, com 82,9%.

Os dados por município reforçam o cenário da região Centro. Em Rio Brilhante, metade das lavouras está em boas condições. Outros 25% são regulares e 25% são ruins. Em Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul, um quarto das lavouras recebeu a pior classificação. Campo Grande tem 20% das áreas em condição ruim, assim como Dois Irmãos do Buriti.

Na região Sul, 31% das lavouras foram classificadas como regulares, o maior percentual do Estado nessa categoria. Ainda assim, 64,1% das áreas estão boas e apenas 4,9% são ruins. Na região Oeste, 79,4% das lavouras são boas, 12,9% regulares e 7,7% ruins. No Sudoeste, 73,6% estão em boas condições, 16,4% regulares e 10% ruins.

Apesar do avanço das áreas comprometidas, a estimativa para a segunda safra se mantém em 2,206 milhões de hectares cultivados. A produtividade média prevista é de 84,2 sacas por hectare. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas. Segundo o boletim, o milho ocupa cerca de 46% da área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso do Sul. Esse percentual é inferior aos aproximadamente 75% registrados em anos anteriores.

O relatório também alerta que praticamente todas as regiões monitoradas permanecem sob risco de estiagem e geadas durante a fase final do ciclo da cultura.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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