A polícia prendeu nesta sexta-feira (26) Osmar Pereira da Silva, de 49 anos, em uma serralheria na região central de Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande. Ele estava na lista dos criminosos mais perigosos de Mato Grosso do Sul.
Conhecido como Branco, Osmar foi condenado a 74 anos de prisão e deve deixar o sistema prisional apenas em 2041. As sentenças são por roubo qualificado, furto qualificado, receptação e participação em organização criminosa.
Segundo a investigação, ele integrava um grupo especializado em grandes roubos, com alvos como residências, cargas e instituições financeiras. Osmar também é investigado por encomendar fuzis que seriam usados em assaltos a bancos.
Branco já havia sido preso em 2012, acusado de integrar uma quadrilha responsável por roubos em sequência em Bodoquena, Anastácio e Bonito. Na ocasião, os criminosos atacaram uma residência, um mercado, uma lotérica e uma joalheria, levando cerca de R$ 120 mil.
À época, Osmar estava foragido da antiga Colônia Penal Agrícola de Campo Grande. Ele acumula passagens por roubo e, conforme a investigação, é ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A prisão ocorreu por meio da Delegacia de Polícia de Ladário, com apoio da equipe da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá. Os trabalhos ocorreram nos bairros Centro e Alta Floresta II, em Ladário, após investigação conduzida pelo SIG (Setor de Investigações Gerais).
Conforme a investigação, Osmar estava escondido no imóvel. O levantamento apontou que o local possivelmente era usado para guardar armas de fogo e drogas. As apurações ainda indicaram o envolvimento de um homem de 43 anos com o tráfico de drogas.
Durante a ação, foram encontradas três armas de fogo escondidas, munições de diversos calibres, uma porção de droga, objetos usados no preparo e na divisão do entorpecente, além de roupas semelhantes às utilizadas por forças de segurança pública.
Todo o material foi recolhido e levado para a Delegacia de Polícia de Ladário. A investigação continua para identificar a origem das armas, o destino da droga e a possível participação de outras pessoas no caso.
