14/08/2026
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Samu Indígena reduz espera pela metade nas aldeias

Samu Indígena reduz espera pela metade nas aldeias

O primeiro Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Indígena do país, inaugurado em agosto do ano passado em Dourados, completou um ano de operação com uma redução no tempo de resposta. Segundo o Ministério da Saúde, o intervalo entre a ligação para o 192 e a chegada da viatura ao local da emergência caiu de 15 minutos para 6 minutos, em média.

A iniciativa atende cerca de 25 mil moradores da Reserva Indígena de Dourados, das etnias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. O serviço funciona todos os dias, a qualquer hora, e conta com uma equipe formada por 14 profissionais, sendo sete indígenas que falam português e guarani.

Desde a implantação, o Samu Indígena registrou 2,4 mil ocorrências, o que representa uma média de 204 atendimentos por mês. Antes do serviço, os indígenas dependiam do Samu de Dourados, que poderia demorar mais de 15 minutos para chegar às aldeias.

O indígena e enfermeiro Everton Nunes Pontes destacou que o conhecimento geográfico da região ajuda no deslocamento. Ele também mencionou a criação do projeto Samu na comunidade, que orienta Unidades Básicas de Saúde Indígena e escolas sobre como acionar o serviço. Isso melhorou a assistência para gestantes, crianças e idosos.

A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, afirmou que a presença de profissionais que falam a língua materna da população torna o atendimento mais humanizado, pois eles conhecem a vivência e a cultura local de cada etnia.

A unidade é vinculada à Central de Regulação de Urgências do Samu Regional Dourados. Quando necessário, a viatura faz a transferência do paciente para unidades de saúde e hospitais da região. O apoio de uma equipe de Suporte Avançado também pode ser solicitado, assim como outras equipes do município de Dourados.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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